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Passagens aéreas mais caras para gordinhos

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A empresa Samoa Air é a primeira do mundo a cobrar as passagens aéreas de acordo com o peso do consumidor. O site da companhia informa que o passageiro paga somente pelo seu peso e pelo peso das bagagens.

De acordo com o site ABC News, a política de “pague o quanto pesa” faz sentido se for considerado o fato de que a obesidade é uma preocupação nas ilhas do Pacífico. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde registrou que em 2010, 80% das mulheres da Ilha Samoa Americana eram obesas.

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A companhia voa de Samoa para Samoa Americana, North Tonga, Niue, North Cook Islands e Polinésia Francesa, e não utiliza aeronaves comerciais grandes, mas sim aviões de pequeno porte que são mais suscetíveis a variações de peso.

Como funciona a cobrança por peso: Pay-per-kilogram (KG)

O passageiro precisa entrar no site da companhia aérea, selecionar a “Reserva Online” e escolher um voo. Depois basta colocar as informações necessárias, inclusive o quanto acha que pesa e o quanto acha que pesam as bagagens. A passagem então é calculada usando como base esses dados. A empresa confere os pesos no aeroporto antes do embarque, podendo alterar o valor do bilhete

Empresas devem cobrar mais de obesos, diz especialista

As companhias aéreas deveriam cobrar mais de passageiros obesos, sugere um economista norueguês, apontando benefícios para a saúde, o ambiente e a economia.

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Bharat Bhatta, professor-associado da Faculdade Sogn og Fjordane, publicou mês passado no The Journal of Revenue and Pricing Management, especializada em questões de faturamento e estabelecimento de preços, que o setor aéreo deveria seguir o exemplo de outras formas de transporte que já cobram segundo o espaço ocupado e o peso embarcado.

À medida que os passageiros perderem peso e, portanto, reduzirem as tarifas, a economia resultante será um benefício para os passageiros –

Bharat Bhatta.

 

Famílias com mais filhos serão beneficiadas

Para o presidente Chris Langton da companhia aérea Samoa Air, principalmente as famílias com mais filhos se beneficiam do novo sistema, já que crianças pagarão mais barato pelas passagens.

Ele ainda aponta que outro benefício do método de cobrança da Samoa Air, é a não existência de custos extras  por excesso de bagagem ou qualquer outra coisa. Ou seja, tudo é considerado quilo e será sempre cobrado como quilo.

Os preços da Samoa Air variam de US$ 1 (cerca de R$ 2) a até US$ 4,16 (aproximadamente R$ 8,40) por quilo. Assim, uma pessoa pesando 70 kg, levando uma mala com 20 kg, pagaria entre US$ 90 e US$ 374,40, dependendo da distância da viagem.

Chris Langton sugeriu ainda que a mudança estaria ajudando a promover cuidados com a saúde entre os habitantes de Samoa, que possui um dos maiores níveis de obesidade do mundo.

As pessoas estão ficando muito mais conscientes de seu próprio peso. Esta é uma questão de saúde pública em algumas áreas.

Chris Langton.

Conceito do futuro?

No quadro do Fantástico “Reporter por um dia” exibido na Rede Globo de televisão no último domingo dia 07/04/2013, o músico e gordinho Léo Jaime fez uma matéria sobre a Companhia Aérea de Samoa e sua polêmica cobrança por peso. Veja a matéria

O que você acha dessa atitude da companhia aérea Samoa Air? E quanto as palavras do presidente da companhia, o Chris Langton que afirmou: “…este método de cobrança  é um conceito do futuro, pois as pessoas estão em geral maiores e mais altas do que eram há 50 anos e a indústria aérea começará a ficar atenta para isso…” . Será que está é uma tendência para as companhias de todo o mundo?

 

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Este artigo foi escrito por Rangel

Web designer, sócio fundador da Ciberconecta. Cursando Bacharel em Ciências Aeronáuticas com habilitação para piloto comercial. Co-fundador do Livre Pouso. Saiba mais em FanPage ou seguí-lo no twittter.

2 comentário:

Paulo Santana9 de abril de 2013 at 22:14Responder

Tendencia eu não sei mas acredito que seja algo a se pensar no futuro…

Rangel Andrade9 de abril de 2013 at 23:40Responder

Olá Paulo Santana, obrigado pelo seu comentário em nosso site!

Na verdade a abordagem desse assunto “polêmico” não é tão novo assim. Em 2009 a United Airlines começou a cobrar duas passagens aos considerados “acima do limite”. Segundo a própria companhia, caso o passageiro não coubesse “apropriadamente” em apenas uma cadeira, não conseguisse fechar o cinto de segurança, ou fosse largo o suficiente para impedir que os braços da cadeira fossem abaixados, ele é considerado “acima do limite” . Isso significava, em termos práticos, que pagará dobrado caso o voo esteja cheio ou não houvesse um assento extra para acomodar o passageiro gordinho.

Mas a United Airlines não está sozinha nessa medida contra os gordos. Ela apenas seguiu outras três companhias americanas que já estavam cobrando dobrado dos passageiros obesos.

Como disse o Lucas Nobre, em busca de maiores lucros, as empresas de aviação têm reduzido o espaço entre as poltronas para acomodar mais passageiros nos voos. No Brasil, em 2007, o governo determinou que fosse revista essa prática, mas isso pouco adiantou.

Com uma população mundial sofrendo muito mais com a obesidade do que com a falta de comida… ao que tudo indica, a polêmica vai longe. Mas algumas coisas são certas:

Os gordos não vão emagrecer só para caber nas poltronas dos aviões!

As companhias aéreas não vão disponibilizar assentos maiores e não vão dar primeira classe para todo mundo.

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