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Preço do Combustível na Aviação

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Recentes levantamentos da IATA apontam um grande problema na aviação brasileira: nosso querosene é um dos mais caros do mundo. O preço pago, para voos domésticos, em Recife, ocupa o terceiro lugar no todo dos mais caros, somente perdendo para Juba (Sudão) e N’Djamena (Chad). Essas cidades localizam-se na África e a primeira esta em guerra civil, ao passo que a segunda encontra-se em área de difícil acesso e não refina petróleo. Realmente é de se estranhar tal situação, uma vez que a maior empresa petrolífera do mundo é brasileira

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Seguindo a lista dos mais caros em quarto lugar está Guarulhos e em sexto o Galeão. Os dois aeroportos de mais movimento do país possuem altíssimos custos de combustível, o que se torna um grande problema para as principais companhias do país que operam em tais aeroportos. O elevado custo está principalmente relacionado ao aumento do preço do barril em quase 55% nos últimos 3 anos. Esse exponencial aumento, associado com o ICMS (aplicável somente a voos domésticos) prejudicam todas as empresas da aviação comercial, principalmente as que estão em desenvolvimento como a TRIP, Azul, Avianca. Devido ao elevado custo de combustível, as empresas não veem com bons olhos a tão falada expansão da aviação regional. Na verdade, as companhias querem fortalecer as rotas já estabelecidas, diminuindo custos e aumentando assentos.

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As empresas afirmam que 75% do combustível por ela usados são produzidos aqui no país, logo não haveria razão para o tão elevado custo. O problema é que a Petrobras vende o combustível de aviação a preços internacionais equiparados ao do Golfo do México. Existe um conflito estabelecido entre empresas aéreas e governo para redução dos custos e consequente fortalecimento das mesmas. Essa tensão traduz-se num dos questionamentos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne TAM, Gol, Azul e Avianca, que recentemente conseguiu reduzir os custos de combustível em Brasília e agora brigam para reduzir em São Paulo (maior terminal do país).

É realmente estranho um país que se diz auto-suficiente, que recentemente descobriu uma mina de ouro negro ( o pré-sal) ficar em terceiro lugar em termos de custo de combustível. A aviação precisa crescer, e para isso é necessário investimento e apoio do governo, porém ,infelizmente cada vez mais vemos dificuldades sendo criadas.

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Este artigo foi escrito por Lucas Nobre

Estudante de Ciências Aeronáuticas e cofundador do site Livre Pouso. Você pode seguir Lucas no facebook e no twitter

4 comentário:

Eduardo Nougueira18 de abril de 2013 at 19:01Responder

A verdade é que essa auto suficiência tão falada não passa de uma grande inverdade.Acredito que a redução desse custo representaria uma alavancagem significativa para o crescimento da aviação no Brasil.
Fico entusiasmado quando vejo que jovens como você abordam temas como esse… Parabéns pelo site !
Abs

Lucas Nobre18 de abril de 2013 at 19:12Responder

Olá Eduardo, boa noite e obrigado pela sua visita. Infelizmente vivemos num país da propaganda e que é governado por muitos que não tem compromisso. O Brasil é um país continental e depende da aviação como meio de transporte. Ao invés de ajudar a expandir a aviação o governo cria barreiras que prejudicam o desenvolvimento da mesma. Obrigado pela visita mais uma vez abraço!

Moisés Bezerra22 de abril de 2013 at 21:54Responder

Como sabemos, o Brasil não investe em nada na aviação e isso vai desde a formação de pilotos até a sustentação de uma empresa, e excepcionalmente neste caso do combustível é muito vergonhoso, pois o Brasil exporta barato e cobra caríssimo para nós. É chato, pois assim fica difícil de sustentar uma empresa, de fazer o curso, e quem sairá perdendo com isso no final da contas será o Brasil.
Gostei, belo texto comando Lucas Nobre, gostei do site também, percebi que é novo ou conheci agora pelo menos e é isso ai precisamos mostrar a realidade da aviação brasileira. Sucesso

Lucas Nobre23 de abril de 2013 at 17:21Responder

Olá Moisés, boa noite. Obrigado pela sua visita! Realmente o incentivo para a formação do aeronauta é muito pequena. O aumento do preço do combustível recai sobre os passageiros. Infelizmente com o crescente numero de pilotos no mercado, cada vez mais a ANAC, cria barreiras para a formação.
Estamos começando, o site é novo! Qualquer crítica ou sugestão estamos de ouvidos abertos, grato pela visita.
Lucas Nobre

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