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Viajar de carro é mais seguro do que de avião?

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Carro ou avião?

Carro ou avião?

Definitivamente, não. Para se ter uma ideia, no ano de 2010, apenas nas rodovias federais foram registrados 182.900 acidentes de transito. Em contrapartida, no cenário aéreo do mesmo período, “apenas” 109 aeronaves (Aviões + Helicópteros) com matrícula brasileira se acidentaram, em todo o mundo! Mas por que ainda existe tanto preconceito quando o assunto é viajar de avião?

Os antecedentes aeronáuticos do Brasil não são dos melhores. Recentemente, vivemos três grandes tragédias envolvendo as maiores companhias aéreas do país e do mundo, que, reacenderam as discussões sobre a segurança nos vôos. A segunda maior tragédia nos céus do nosso país, ocorreu em 29 de setembro de 2006, deflagrada pela colisão de um Boeing 737-800 SFP da GOL com um jato Embraer Legacy 600, matando todas as 154 a bordo do Boeing.
Em primeiro lugar, figura a tragédia ocorrida em 31 de maio de 2009, quando um Airbus A320-233 varou a pista 35L do Aeroporto de Congonhas em São Paulo, levando com sigo ao total 199 vidas a bordo e em solo.
Efetivamente, em numero de mortos, o acidente ocorrido como o voo 447 da Air France, supera o ocorrido com a TAM em 2009, com 29 mortos a mais. Porém, para efeitos estatísticos, estes não são computados pelo CENIPA, pois a matrícula utilizada pelo Airbus A330-203 da companhia francesa, evidentemente não era brasileira.

Vôo 1549, US Airways.

Vôo 1549, US Airways.

Felizmente, na grande maioria das vezes, os acidentes não são fatais. Devido ao extensivo treinamento de tripulantes, grandes tragédias são evitadas, sem que isso custe alguma vida humana. Foi o caso do vôo 1549, da US Airways que iria de Nova Iorque para Charlotte, em 15 de janeiro de 2009. Seis minutos após decolar do Aeroporto de La Guardia, o Airbus A320 atingiu um grupo de gansos, resultando na imediata perda de potencia, de ambas as turbinas. Graças à fenomenal pericia do comandante e dos tripulantes, a aeronave conseguiu pousar sobre as águas do rio Hudson, tendo todos os 155 passageiros resgatados por embarcações próximas. As chances de morte em um voo comercial regular são baixíssimas.

Medo!

Medo!

Outro fator importante a ser levado em consideração nessa discussão é o papel da mídia. Na aviação geral, aproximadamente 1.500 pessoas morrem anualmente em todo mundo. Grandes desastres aéreos chocam o publico em geral e ocupam um local de destaque em qualquer noticiário. Porém, diariamente diversos acidentes envolvendo veículos são registrados. Em média 43.000 vítimas de transito por ano, apenas nas estradas brasileiras que, dificilmente geram alguma mobilização significativa ou alcançam um lugar de destaque em qualquer jornal, causando a falsa impressão que as aeronaves se acidentam mais. Os números mostram tudo…

Nº de aeronaves acidentadas NO BRASIL

Nº de aeronaves acidentadas NO BRASIL

N° de vítimas fatais NO BRASIL

N° de acidentes fatais NO BRASIL

Não é uma questão simples, pelo contrario. É perfeitamente compreensivo que as pessoas, de um modo geral, se sintam muito mais seguras em terra firme, especialmente quando conduzindo o seu próprio veiculo, e não a 40.000 FT de altitude, onde tudo o que se pode fazer, é observar uma janelinha apertada. Porém, o que provavelmente falta a essas pessoas, é a percepção que toda a segurança aeroespacial, foi fruto de muita, experimentação, tentativa e erro! O avião não é um meio de transporte perfeito, mas sem dúvida está entre os mais seguros.

Dados:
– Departamento nacional de infraestrutura de transportes (DENIT)
– Centro de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos (CENIPA)

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Este artigo foi escrito por Caio

Piloto Privado em formação e estudante de engenharia na UFBA . Você pode encontrar Caio Balthazar no facebook.

1 comentário:

Eurenice Magalhães4 de maio de 2013 at 15:44Responder

EU ATÉ ENTENDO, MAS VOU CONTINUAR COM MEDO!

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